segunda-feira, dezembro 06, 2004

Disco-nite

Eu ja há muito tempo que não às discotecas da Rua Manuel Pinto de Azevedo. Subtraindo as festas universitárias, posso-vos dizer que é mesmo há muito, muito tempo.
Este fim de semana cumpri o prometido há já algumas semanas e lá me mandei.
Via Rápida.. a mesma merda,
Já repararam na Light Jokey, é sempre uma gaja meia loira, ar de porcalhona, mamas grandes e zero sorrisos. E é uma das peças fulcrais. Sempre que o pessoal tá meio parado, a miúda levanta o braço e a gera em uníssuno faz uuuhhh a acompanhar o imitar do movimento do braço da boazona.
Aos mais atentos, sabem o que é comum nas duas discotecas dessa rua?
Mais no Via Rápida do que Act?
Voçes ja falaram com alguem que fosse do Porto?
Eu este fim de semana falei com pessoas que eram, e não necessariamente por esta ordem:
Da Maia, Ermesinde, Valongo, Gondomar, Barcelos, Póvoa de Varzim, Gaia (com acento no primeiro A), Paços de Ferreira, Vila do Conde, Santa Maria da Feira, Aveiro e ainda Amarante!!
E arriscando mais no diálogo encontrei na minha amostra uma maioria nestas seguintes profissões (o universo é constituído por mulheres dos 18 aos 40 que mascão chiclet de boca aberta, cheirão exageradamente a perfume e estão carregadas de base e outros produtos do género): lojistas de shopping, cabeleireiras, estudantes.
Mas sinceramente deu pra risota.
Ainda nesses spots lembrei-me de duas coisa que me irritam profundamente.
A primeira são aqueles grupos de parvalhões que resolvem colocar os seus pertençes no chão, fazem uma rodinha e até ali a volta a dançar como os meninos à volta da fogueira.
Acontece ao mais normal dos humanos passar por ali e sem reparar pisar alguns desses pertençes e só se ouvem vozes... hei! hei! cuidado pá!
Eu arregalo os olhos e encolho o pescoço e senti quase imediatamente aquela mão de aprovação no meu ombro do supra-sumo desse grupo de tonis.
A outra merda que me irrita é aquela clássica conversa de merda na casa de banho.
Um gajo chega ao urinol, já está lá algum de certeza.
O que chega diz: Fodasse.. tou tou fodido caralho!
O que já lá está diz: É fodido caralho!
O que chega diz: Fodasse.. que puta de farda..
O que já lá está diz: Fodasse.. caga nisso caralho.. e as gajas caralho? Isto é só gajas boas caralho! O que chega diz: Fodasse.. são todas umas putas caralho..
Entretanto o que chega baza e o que já lá está permanece no seu spot.
Depois de muitos copos, alguns cortes e um ou outro número de telemóvel lá vou eu..
Pra onde?
Pra puta da Queen..
Pra puta dos hamburguers.
Lá vou eu falar com as minhas amigas Queen.. comer aquele hamburguer sinistro com aqueles molhos duvidosos cheios de merdinhas que nunca vão parar ao teu estômago.
No meu caso 70% cai logo ali ao chão.. os outros 30% ficam espalhados pela minha casa de banho.
No dia seguinte prometo a mim mesmo que nunca mais vou comer cachorros ou hamburguers.. mas se eu tiver com a farda e passar naquela rua sei que não vou dizer que não.
Esse é um outro motivo pra me afastar daquela rua.
É a rua da promiscuidade. É a rua do pecado, do aparato, dos seats ibiza, das cabeleireiras, dos maus, dos tesos armados em ricos, das camisas feias, das calças quem nem sei bem de que teçido são, dos sapatos quadrados, dos gajos que mascam chiclet de boca aberta, do marlboro, das porcalhonas óptimas que nunca as vou querer ver de dia, e da puta dos hamburguers...

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Disses-te tudo...
Curti especialmente as conversas do WC!! Quem ainda n teve uma assim????

13 de dezembro de 2004 às 19:11  
Anonymous Anónimo said...

Tá muito bom o post. mas não escrevas "estavão", que até dói. Mas de qualquer maneira, e mesmo q as experiências naquela rua não tenham sido gratificantes para ti, o people lá não é exactamente assim como o descreveste. Hoje em dia tá mais elaborado, já não se vêm as habiuais danças à volta da fogueira. Mas ainda permanecem muitos man's de sapatos quadrados, casacos de couro e sobretudo, tudo a olhar com cara de detective. Quanto às gajas, não são tão porcas assim, senão um gajo facturava muito mais.

15 de dezembro de 2004 às 09:39  

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